amor,

Restart




E de repente tudo aquilo que durante tanto tempo pareceu tão importante passou a ser uma futilidade totalmente dispensável e risível. O exato momento em que isso aconteceu, eu não saberia dizer...deve ter sido num  dia qualquer, enquanto eu esperava um ônibus pra chegar em um lugar qualquer.  
Assim, entre o sofrimento dilacerador de um amor que não foi adiante, e um OI de alguém que ainda não conheço muito bem, tudo mudou. 

A verdade é que talvez eu tenha exagerado na poesia, no drama, na intensidade da história anterior. 
A verdade é que eu andava entediada, cansada e precisando de uma paixão pra deixar minhas pernas bambas, e daí, como sonhadora que sou,fica fácil viver um amor inventado.
Na verdade sinto que já estou inventando outro. Ou talvez não. 
Quantos "pra sempre" vi chegar ao fim? Quantos ainda verei? Eu não sei, na verdade sei muito pouco ou quase nada. Eu não consegui aprender, não sou "macaca velha". Sou só uma menina com um coração carente de maior abandonada. Precisando amar e ser amada. 
Engraçado que o "grande vale das lamentações" por onde andei nas últimas semanas (meses?), de repente sumiu. Assim mesmo. 
- Oi tudo bem?
Amo você e quero você pra sempre.
Exatamente assim. De um minuto pro outro. 
Pode isso ser normal? 
Sinto um leve deja vu rsrs devo me preocupar? devo me precaver? Devo ao menos tentar ir devagar?
Acho que não.
Não sou dessas.


"Se amanhã não for nada disso, caberá a mim esquecer.Eu vou sobreviver.O que eu ganho e o que eu perco, ninguém precisa saber."

É bem provável que em alguns meses o "rapaz da toalhinha" esteja sendo esquecido. Ou esteja sendo chorado e depois esquecido, acho essa ordem mais plausível, me conhecendo como conheço. 
Tudo bem. Da mesma maneira como tudo começou, um dia termina. Eu sofro, choro, depois sentirei um alívio e até uma certa surpresa por ter sido TANTO e de repente ser nada. Vou saber que posso sim querer outra coisa, outra pessoa, outra história. 
Até que a pessoa certa chegue, e fique. 
E quem sabe já não chegou? 
Só saberei vivendo. E eu vivo.

amor,

Vida D.C.

Não consigo resistir a escrever sobre você. 
Você e seu jeito confuso. Você e esse rosto. De onde você tirou esse rosto? Meu Deus, aonde foi que você aprendeu a me olhar assim? 
Vai, toma, leva. 
Me emprestei um pouco, agora leva o resto. Não tenho o que fazer com o que ficou de mim. 
Olha, amo você. Não te conheço direito mas amo. Assim como amo minha loucura. Me entende? Eu sei que sim. Porque você é mais louco que eu, achei alguém mais louco que eu. 
Que amor foi esse que me fez abandonar tudo? Deixei uma vida inteira com outra pessoa por alguém que nunca vi pessoalmente. Por um olhar e um sorriso numa fotografia. 
Meu Deus! Foram mesmo apenas alguns meses? Desde a primeira troca de mensagens em uma comunidade do orkut, até o Amor? Quando foi que começamos dizer "eu te amo" um pro outro? Quando foi que deixamos de amar nossos parceiros reais, e resolvemos viver um sonho? Tento me lembrar de quando vc chegou e parece que vc estava aqui a vida toda. 

Você que em algumas semanas já me conhecia mais do que a maioria das pessoas. Você que me entende, me soletra e me aceita. Você ama minhas loucuras, meus gostos estranhos. Você que chora comigo, ri comigo. Você que mesmo distante, era minha melhor e mais presente companhia. Aonde já se viu isso? 
Você me ganhou. Completamente.
Então leva. Me leva e não devolve. 
Vamos pra uma ilha. Vamos fugir. Vamos fingir que esse sonho não está acabando. 
Nossos planos foram reduzidos a pó. Dá pra entender? Ainda não consigo acreditar que esse furacão passou em minha vida, virou tudo do avesso, tirou meu coração fora do peito, tirou meu juízo e meu bom senso. Vou saber continuar uma vida sem você? sem nossos sonhos, nossas conversas infinitas, seu olhar, sua voz, seu cheiro? 
Tudo tão rápido, intenso e dilacerador. 
Existe vida após o amor?

amor,

O primeiro namorado...




O conheci quando tinha 16 anos. Estava com minha turma e ele apareceu, confesso que não me chamou atenção à principio, era tímido demais, menino demais, quieto demais.

Um tempo depois fomos todo pra uma chácara e nem sei como terminamos a noite, eu e ele, sozinhos na varanda. Conversamos sobre tudo e sobre nada, sobre a lua, música e sobre o inesperado encontro, falamos da vontade de ficar um com o outro, falamos, falamos e falamos.

Ele muito tímido, não se aproximava de mim. E eu claro, tomei a iniciativa

Eu: vc não quer me beijar?
Ele: me olhando com olhos enormes quero...
Eu: entao beija...

Nossos lábios se encontraram, e só se desuniram 8 anos depois desse primeiro encontro.

Começamos a namorar. 6 meses depois transamos. A primeira vez para os dois.
Descobrimos tudo juntos, tudo. Ele foi o primeiro a me tocar, ele foi o primeiro homem que toquei, eu era desajeitada e não sabia direito como agir, aprendi tudo ali, com ele, diariamente, e ele comigo tbm.
A primeira vez foi uma surpresa. Planejamos por meses, e foi tudo o oposto do que esperávamos.
Foi assim na doida, de repente, com dor e sangue, mas com muita emoção. 

Ele: vc quer mesmo?
Eu: quero...

Não precisava de mais nenhum motivo pra entregar-me totalmente.
Lembro de cada detalhe.
Perdemos a virgindade juntos.
Durou quase oito anos.

O Cabeludo (que hoje nem é mais) me ensinou muita coisa da carne, da vida, da arte, da fúria e do amor.

Sou quem eu sou em grande parte por causa dele, que me fez mulher, me amou, me ensinou a brigar (muitas vezes com ele mesmo) e que nunca me deixou esquecer aquela menina que eu era quando nos conhecemos. 

First love ... we never forget.

amor

Apenas mais uma de Amor.



Começou pela Internet, mais precisamente em uma comunidade do Orkut.
Trocamos MSN, e começamos a conversar.
Gostávamos das mesmas coisas e compartilhávamos das mesmas opiniões – pelo menos a maior parte do tempo. Gostávamos de séries,filmes e hip hop. Passávamos o tempo todo nos surpreendo em como éramos parecidos.

- Você também? Não acredito!(era uma das frases que mais usávamos)

Eu tinha um namoro de quase 8 anos. Ele, um de quase 3.
Mais de mil km nos separavam. Mas nada disso foi capaz de esfriar a relação. Pelo contrário, a amizade foi crescendo e nós não conseguíamos ficar um dia sequer sem conversar.

Eu ficava ansiosa pra ver a janelinha do MSN subir. Frio na barriga e borboletas por todo lado. E ficava triste quando chegava a noite ou o fim-de-semana, porque sabia que não conversaríamos, afinal, eu tinha um namorado, ele também.

Conversar pela Internet já não era o suficiente. Queríamos mais.
Começamos a nos encontrar pelo SKYPE. Longas conversas madrugada adentro. A química fluía ainda melhor por vídeo e com voz. Ela achava o sotaque dele lindo, ele ria do jeito dela meio "tímida" ao receber elogios.

Até que um dia caiu a ficha. Não dava mais pra esconder, não tinha como negar: estávamos apaixonados. Loucamente, perdidamente, absurdamente apaixonados. E eu sinceramente não sei em que momento isso aconteceu. Quando deixamos de ser ótimos amigos com muita coisa em comum pra passarmos a ser ótimos amigos que seriam um ótimo casal.

Fazíamos muitos planos, como todo casal apaixonado, e desligar o computador era um sofrimento.
Mas logo a internet também já não bastava. Queríamos mais. Faltava o olho no olho, o cara-a-cara, o corpo-a-corpo.

Mas haviam outras pessoas.
Um dia ele chegou e disse: "Terminei com minha namorada, não quero te pressionar, fique tranquila."
Eu sabia que teria que por um fim ao meu relacionamento.
Fácil não foi, afinal quase 8 anos com alguém, mas como continuar se meu coração já não estava lá? Se apenas um rosto, um sorriso e uma voz tomava minha alma e meus pensamentos?

E então, exatamente no dia que terminei meu namoro, cheguei em casa ansiosa pra ligar o Skype e contar pra ele, pra darmos continuidade aos planos de nos encontrar, agora éramos livres! Exatamente nesse dia cheguei em casa e encontrei um recado OFFLINE no MSN.
"Minha mãe morreu"
Naquele momento tive certeza que o amava com toda minha alma. Pois faria qualquer coisa pra estar ao lado dele. Pra abraça-lo, consola-lo, pra poder passar por isso junto, como a dupla que éramos.
Parecia loucura, duas pessoas que nunca haviam se visto, que se conheciam há alguns meses, e essa ligação tão intensa.
E foi a partir de então que nossa paixão virou amor. Que o querer estar junto foi além da pele e do desejo. E nossas almas se uniram.
Passamos por tudo juntos, através da tela do computador.
Guardo na memória sua voz, seu rosto na tela do computador, seu choro e seu silêncio.

E os dias foram passando, colocamos os planos na gaveta, e aguardamos. As conversas diárias continuavam, a vontade de se encontrar ainda apertava, o sentimento ainda estava lá, e mais forte do que nunca. Era mais do que óbvio precisávamos ficar juntos. Precisamos nos encontrar cara a cara. Qualquer um diria isso.
Era só “seguir o coração”, como mostram os filmes.

E foi o que fizemos.
Mas isso é conversa pra outro post...