luto,
Um dia desses eu me dei conta de que há quase dois anos eu não pronuncio a palavra “mãe” referindo-me à minha, sabe?
Eu sinto tanta falta disso. Frases simples como “oi mãe tudo bem?” ou “mãe, a senhora viu fulano”? Ouvir seu: "Fica com Deus filha".
Então, isso não faz mais parte da minha vida.
Tanta coisa para ser dita a ela e tanta coisa que eu gostaria de ouvir dela...
Quando perdemos a nossa mãe, tanta coisa se agiganta dentro de nós. Fica um grito preso na garganta e uma louca vontade de voltar no tempo.
Tantos “porquês”, tantos “e se”…tantos “ah, se eu tivesse”. E assim vamos levando a vida sem o amor que era uma amostra do amor de Deus. E nos damos conta de que, aqui na terra, nenhum amor se assemelha ao dela.
Perder um amor dessa magnitude nos torna desprotegidos e assustados. Sabe, carinho de mãe é sempre aveludado, por mais ásperas que sejam as suas mãos. O cheiro dela é sempre gostoso, mesmo que ela não use perfume…é cheiro de amor.♡ Sempre que viajo de avião, por entre as nuvens, eu fantasio que estou bem perto da minha mãe. Eu a imagino sentada num banquinho olhando para o horizonte e esperando por mim, em frente a uma casinha bem simples. Na cena, todos os cachorros que tivemos um dia, estão presentes. Tem também um bule de café e bolinho de chuva. Eu chego e nos abraçamos por muito tempo. 💔
Texto: Ivonete Rosa .
Todos os dias sinto saudades da minha mãe, coisas simples do dia a dia me fazem lembrar dela.
Seja um programa de TV, uma comida que ela fazia, um cheiro, uma frase, as cachorras fazendo graça, uma notícia pra dividir. E meu reflexo no espelho.
Sempre lembro.
Sempre dói.
Um aperto no peito, um dedo fundo na ferida. Já faz parte da minha nova vida, a vida sem mãe, a vida sem ela.
Mas quando vou a Rio Preto, me vejo em meio a um turbilhão de lembranças.
Andar pelas ruas que ela andava, estar no apartamento, com minhas tias, tão parecidas com ela.
Ela está em todos os lugares.
E não é fácil.
Mas ao mesmo tempo meu coração se enche de gratidão por ver tudo que construímos, as memórias lindas que ficaram, o carinho sempre presente.
Dizem que o tempo cura a dor.
Eu discordo.
Talvez o mais correto a dizer seja que o AMOR cura a Dor. O amor é capaz de transformar a cicatriz em gratidão. As saudades em lembranças gostosas, e a tristeza em esperança.
Deus é bom.
A vida é dura, mas Deus continua sendo bom.
E continua sendo Deus.
Ainda sobre saudades.
Um dia desses eu me dei conta de que há quase dois anos eu não pronuncio a palavra “mãe” referindo-me à minha, sabe?
Eu sinto tanta falta disso. Frases simples como “oi mãe tudo bem?” ou “mãe, a senhora viu fulano”? Ouvir seu: "Fica com Deus filha".
Então, isso não faz mais parte da minha vida.
Tanta coisa para ser dita a ela e tanta coisa que eu gostaria de ouvir dela...
Quando perdemos a nossa mãe, tanta coisa se agiganta dentro de nós. Fica um grito preso na garganta e uma louca vontade de voltar no tempo.
Tantos “porquês”, tantos “e se”…tantos “ah, se eu tivesse”. E assim vamos levando a vida sem o amor que era uma amostra do amor de Deus. E nos damos conta de que, aqui na terra, nenhum amor se assemelha ao dela.
Perder um amor dessa magnitude nos torna desprotegidos e assustados. Sabe, carinho de mãe é sempre aveludado, por mais ásperas que sejam as suas mãos. O cheiro dela é sempre gostoso, mesmo que ela não use perfume…é cheiro de amor.♡ Sempre que viajo de avião, por entre as nuvens, eu fantasio que estou bem perto da minha mãe. Eu a imagino sentada num banquinho olhando para o horizonte e esperando por mim, em frente a uma casinha bem simples. Na cena, todos os cachorros que tivemos um dia, estão presentes. Tem também um bule de café e bolinho de chuva. Eu chego e nos abraçamos por muito tempo. 💔
Texto: Ivonete Rosa .
Todos os dias sinto saudades da minha mãe, coisas simples do dia a dia me fazem lembrar dela.
Seja um programa de TV, uma comida que ela fazia, um cheiro, uma frase, as cachorras fazendo graça, uma notícia pra dividir. E meu reflexo no espelho.
Sempre lembro.
Sempre dói.
Um aperto no peito, um dedo fundo na ferida. Já faz parte da minha nova vida, a vida sem mãe, a vida sem ela.
Mas quando vou a Rio Preto, me vejo em meio a um turbilhão de lembranças.
Andar pelas ruas que ela andava, estar no apartamento, com minhas tias, tão parecidas com ela.
Ela está em todos os lugares.
E não é fácil.
Mas ao mesmo tempo meu coração se enche de gratidão por ver tudo que construímos, as memórias lindas que ficaram, o carinho sempre presente.
Dizem que o tempo cura a dor.
Eu discordo.
Talvez o mais correto a dizer seja que o AMOR cura a Dor. O amor é capaz de transformar a cicatriz em gratidão. As saudades em lembranças gostosas, e a tristeza em esperança.
Deus é bom.
A vida é dura, mas Deus continua sendo bom.
E continua sendo Deus.
Deus,
DEUS é soberano.
Nada acontece a sua revelia.
O vaso se estragou nas mãos do Oleiro, não pq o oleiro se distraiu, ou errou em algo, e sim pq é da natureza do vaso se estragar.
O oleiro estava entregue à sua obra. Atento.
Ainda assim, o vaso se estragou.
E então, O oleiro que é Criador e Regenerador, refez o vaso. Segundo Bem lhe pareceu.
Segundo Seu propósito. .
.
Não se desespere se vc estiver se sentindo um vaso quebrado, nós somos barro e sujeitos a estragar, mas o oleiro não desiste de Sua obra.
Ele refaz.
Restaura.
Regenera.
Estamos sendo moldados, e esse processo dói, pense no processo que envolve fazer um vaso: amassar o barro, tirar impurezas, cortar as sobras, modelar, levar ao forno. E isso tudo inúmeras vezes. .estamos nesse processo! .
Portanto, confie no Oleiro. Ele sabe o que está fazendo.
E Ele mesmo vai lhe refazer quantas vezes for necessário, até que a Obra se complete.
Deus É Bom o tempo todo.
Sossegai
Não olhe demais para os seus pecados, mas olhe também para a sua graça ainda que fraca. Cristãos fracos olham mais para os seus pecados do que para suas graças recebidas; Deus olha para suas graças e não atenta tanto para seus pecados e fraquezas. O Espírito Santo disse: "Ouvistes da paciência de Jó"; mas Deus leva em conta não o que existe de mau em seu povo, mas o que é bom nele. É mencionado o fato que Raabe escondeu os espias, mas nada é mencionado a respeito da mentira que ela contou. Aquilo que foi bem feito foi mencionado como louvável sobre Raabe. Já o que foi inapropriado está sepultado em silêncio, ou pelo menos não está registrado contra ela e nem como acusação contra ela . Aquele que desenhou o quadro de Alexandre com sua cicatriz na face, desenhou-o com seu dedo sobre a cicatriz. Deus coloca o Seu dedo de misericórdia sobre as cicatrizes de nossos pecados. Oh, como é bom servir um Senhor assim, que é pronto a recompensar o bem que fazemos e ao mesmo tempo está pronto a perdoar e esquecer o que é inapropriado. Por isso, vocês que têm só um pouco de graça, lembrem-se que ainda assim Deus terá os Seus olhos sobre esta pequena graça. Ele não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega. (Is 42:3)Christopher Love
DEUS é soberano.
Nada acontece a sua revelia.
O vaso se estragou nas mãos do Oleiro, não pq o oleiro se distraiu, ou errou em algo, e sim pq é da natureza do vaso se estragar.
O oleiro estava entregue à sua obra. Atento.
Ainda assim, o vaso se estragou.
E então, O oleiro que é Criador e Regenerador, refez o vaso. Segundo Bem lhe pareceu.
Segundo Seu propósito. .
.
Não se desespere se vc estiver se sentindo um vaso quebrado, nós somos barro e sujeitos a estragar, mas o oleiro não desiste de Sua obra.
Ele refaz.
Restaura.
Regenera.
Estamos sendo moldados, e esse processo dói, pense no processo que envolve fazer um vaso: amassar o barro, tirar impurezas, cortar as sobras, modelar, levar ao forno. E isso tudo inúmeras vezes. .estamos nesse processo! .
Portanto, confie no Oleiro. Ele sabe o que está fazendo.
E Ele mesmo vai lhe refazer quantas vezes for necessário, até que a Obra se complete.
Deus É Bom o tempo todo.
fitness,
Aceitação e Cuidado.
Sempre que posto uma foto na academia as pessoas se surpreendem com minha mudança. Seja a mudança física ou a mudança de atitude. Eu odiava atividade física, era dona e proprietária da Associação dos Sedentários Convictos. E hoje em dia não faço esforço pra vir, é um prazer!
Eu fui obrigada a mudar tanto ? Lógico que não. Eu poderia apenas comer melhor e fazer uma caminhada, pela minha saúde.
Obviamente mudei meus hábitos,a priori pq queria mudar meu físico.
Eu me incomodava com o braço roliço, as pernas muito grossas,com a barriga, a celulite, o rosto (ainda mais) redondo. E eu vi que era absolutamente viável mudar. Eu poderia "me conformar"?
Poderia, mas eu não quis.
Eu quis mudar e vi que só precisava de disciplina e constância.
Isso NÃO É FUTILIDADE! É apenas uma decisão pessoal.
Ninguém tem que ter um abdômen definido, braços e pernas assim ou assado.
Ninguém precisa ser magro, forte, gordo, loiro ou moreno.
Gosto é pessoal. Você só tem que ser como,e quem, você quiser.
Querer mudar não é ruim.
Assim como não é ruim não querer mudar!
Entendem? você pode, e deve, se aceitar e se amar.
Mas isso não significa que você não pode querer mudar. Não são antônimos.
Na verdade, caminham juntos.
Eu me amo, eu me aceito. POR ISSO me cuido.
AMAR-SE é prè requisito de qualquer mudança duradoura.
Aceitação não é descaso.
E cuidado não deve ser obsessão.
Ache o equilíbrio.
Eu encontrei, e quando isso aconteceu,pude estabelecer minhas metas.
Pelos motivos certos: por mim mesma, e não para me encaixar em padrões.
Se ame!
Vença seus limites, sempre respeitando suas limitações.
Saia da zona de conforto,é fora dela que você vai crescer!
Não desista, mas respeite seu tempo e dê suas pausas.
Se ame durante todo o processo, respeite sua história.
Se orgulhe de suas vitórias, e encare com leveza suas derrotas.
Não se compare a ninguém, você é única. (Se inspira, mas não pira!)
Se ame durante todo o processo, até nos dias ruins. Tá tudo bem. :)
Seja gentil com você mesma.
Eu fui obrigada a mudar tanto ? Lógico que não. Eu poderia apenas comer melhor e fazer uma caminhada, pela minha saúde.
Obviamente mudei meus hábitos,a priori pq queria mudar meu físico.
Eu me incomodava com o braço roliço, as pernas muito grossas,com a barriga, a celulite, o rosto (ainda mais) redondo. E eu vi que era absolutamente viável mudar. Eu poderia "me conformar"?
Poderia, mas eu não quis.
Eu quis mudar e vi que só precisava de disciplina e constância.
Isso NÃO É FUTILIDADE! É apenas uma decisão pessoal.
Ninguém tem que ter um abdômen definido, braços e pernas assim ou assado.
Ninguém precisa ser magro, forte, gordo, loiro ou moreno.
Gosto é pessoal. Você só tem que ser como,e quem, você quiser.
Querer mudar não é ruim.
Assim como não é ruim não querer mudar!
Entendem? você pode, e deve, se aceitar e se amar.
Mas isso não significa que você não pode querer mudar. Não são antônimos.
Na verdade, caminham juntos.
Eu me amo, eu me aceito. POR ISSO me cuido.
AMAR-SE é prè requisito de qualquer mudança duradoura.
Aceitação não é descaso.
E cuidado não deve ser obsessão.
Ache o equilíbrio.
Eu encontrei, e quando isso aconteceu,pude estabelecer minhas metas.
Pelos motivos certos: por mim mesma, e não para me encaixar em padrões.
Se ame!
Vença seus limites, sempre respeitando suas limitações.
Saia da zona de conforto,é fora dela que você vai crescer!
Não desista, mas respeite seu tempo e dê suas pausas.
Se ame durante todo o processo, respeite sua história.
Se orgulhe de suas vitórias, e encare com leveza suas derrotas.
Não se compare a ninguém, você é única. (Se inspira, mas não pira!)
Se ame durante todo o processo, até nos dias ruins. Tá tudo bem. :)
Seja gentil com você mesma.
mãe,
O câncer não venceu.
E nunca digam que ela foi derrotada pelo câncer.
O câncer pode ter levado o seu corpo, mas nunca levou o nosso amor, riso, esperança, ou alegria.
Não foi uma “batalha”, foi apenas a vida, que muitas vezes é brutal e aleatoriamente injusta; simplesmente é assim que as coisas são às vezes. Ela não perdeu.
A maneira como ela viveu durante toda sua vida, sua alegria e fé inclusive no período com câncer, é algo que eu considero uma vitória bem grande. ♡ .
Sempre vou amar.
Sempre vou lembrar.
Sempre serei grata.
°(Texto adaptado do livro Para depois que eu partir)
amizade,
Para a mulher narcisista típica, você não é nada mais do que um objeto de “suprimento narcísico secundário” que fornece a ela tudo o que ela quer ou precisa dentro do relacionamento.
Tipicamente, ela interpreta erroneamente suas próprias necessidades narcísicas como “emoções”, por isso se autodenomimam pessoas intensas.
Essas necessidades emocionais que a mulher narcisista apresenta podem ser facilmente confundidas com vulnerabilidade e entrega, e ela se aproveita disso, agindo constantemente com a vítima.
Não é surpreendente que você acredite que tem uma amizade verdadeira com ela.
Ela é manipuladora e bajuladora,e você acaba se enganando, achando que ela se preocupa com você,mas, na realidade, você não importa pra ela, porque ela está no centro do seu próprio mundo, onde ela é a Rainha. O mundo dela começa e termina com ela, mas ela faz de tudo para disfarçar esse fato de todos com quem ela se relaciona(marido, namorado, filhos, pais, irmãos, amigos e colegas de trabalho).
Menciono amigos, mas na realidade ela não entende o que significa ser um amigo, não no sentido normal da palavra.
O que ela tem são conhecidos que ela se refere como amigos, e eles vêm e vão em sua vida com grande regularidade.
Os conhecidos podem pensar que são amigos por um tempo, mas logo eles se tornam conscientes de que eles estão em um relacionamento unilateral dedicado apenas às necessidades narcísicas. Quando "o conhecido" procura um relacionamento recíproco, a mulher narcisista fica entediada muito rapidamente e o relacionamento chega a um fim abrupto e inexplicável. A mulher narcisista torna-se fria, desinteressada e distante, e a amizade está quase perdida para a perplexidade do amigo.
O que o amigo geralmente não consegue perceber é que eles estão experimentando uma relação utilitarista (uma ausência de envolvimento mútuo entre amigos) - isso é uma inversão do modo como o narcisista era tratado por seus próprios pais, especialmente a mãe.
Cada perda que a fêmea narcisista experimenta é outra ferida narcísica para ela e, para lidar com isso, ela explica seu déficit racionalizando que os amigos sempre a desapontam.
Quando o relacionamento dá errado, a desculpa típica e muito usada dos narcisistas é dizer que sua amiga estava “com inveja dela”; portanto ela teve que terminar o relacionamento. A verdade é que, sem seu investimento na outra pessoa, a relação começa a se desgastar, e esse desgaste é notado por seu ego frágil como rejeição (um lembrete de interações precoces e inconsistentes da primeira infância por parte de sua mãe),e esse sentimento de rejeição a deixa apavorada.
Assim, ao menor sinal de rejeição (real ou imaginária), as narcisistas dão à chamada “amizade” o golpe, desta forma ela é poupada dos intoleráveis ??sentimentos de abandono que ela não pode tolerar em qualquer relacionamento.
Você precisa entender que não é nada que você tenha feito; seus atos são porque ela responde a alguns eventos com extremo medo de abandono - eventos que teriam pouco significado para uma pessoa saudável. No entanto, tudo isso leva a muita confusão para aqueles azarados o suficiente para estarem em um relacionamento de amizade com alguém com o distúrbio de personalidade narcisista. Uma vez que ela decidiu que a amizade está chegando ao fim, ela agora vai em busca de outra fonte de suprimento narcísico para preencher a lacuna do chamado amigo, e assim o ciclo continua.
Quando se trata de inveja, não há pessoa mais invejosa do que uma mulher narcisista.
Sua inveja é na verdade uma reação de raiva sempre que ela se sente incapaz de controlar ou possuir algo que outra pessoa tenha.
Ela tem um intenso ressentimento por qualquer um que ela ache que tenha alguma forma de vantagem sobre ela (pode ser suas habilidades educacionais, seu status social, sua aparência física, sua criatividade, seu sucesso, sua riqueza, sua popularidade ... ou qualquer coisa de fato).
O que quer que a mulher narcisista perceba que outra pessoa tenha e ela não possoi, vai enche-la de uma necessidade insaciável de cobiçar. A causa principal de sua inveja narcisista pode ser rastreada, provavelmente, de volta às graves inadequações encontradas no relacionamento mãe / filho que ela experimentou.
Infelizmente, a relação disfuncional entre a criança pequena e a mãe leva a criança a experimentar fortes ondas de agressão que se manifestam sob a forma de inveja. Além disso, quando uma criança se sente rejeitada por sua mãe por ser muito carente, a criança aprende a sentir suas necessidades como vergonhosas.
Para se proteger de sentimentos vergonhosos, eles se convencem de que não precisam depender de ninguém além de si mesmos.
Para se sentir segura, a personalidade narcisista busca a superioridade e a busca pelo perfeccionismo, a grandiosidade e a justiça própria começam.
Infelizmente, a superioridade do narcisista é no fundo um “complexo de inferioridade” que abriga sentimentos inconscientes de baixa autoestima e inadequação.
Assim, a fim de manter sua posição superior, ela desvaloriza outras pessoas que ela imagina terem mais prestígio do que ela. Mas antes de fazer isso, ela se esforça para se tornar como essa pessoa, para aprender o que pode com ela, tenta manipular essa pessoa para que ela se sinta mais poderosa do que ela e, finalmente, descarta essa pessoa projetando “inveja” para eles.
É através desses métodos de projeção ou identificação projetiva, que o narcisista se livra de suas próprias emoções dolorosas e invejosas para poder manter seu sentimento de superioridade.
Não há regras sobre como ela consegue isso, ela fará isso da maneira que puder, por exemplo arruinando a reputação da outra pessoa, ou esgotando a pessoa psicologicamente.
Ela então calmamente segue para o próximo ciclo de perseguição, esgotamento e eliminação que é interminável.
Narcisista: Amigo ou Inimigo?
Tipicamente, ela interpreta erroneamente suas próprias necessidades narcísicas como “emoções”, por isso se autodenomimam pessoas intensas.
Essas necessidades emocionais que a mulher narcisista apresenta podem ser facilmente confundidas com vulnerabilidade e entrega, e ela se aproveita disso, agindo constantemente com a vítima.
Não é surpreendente que você acredite que tem uma amizade verdadeira com ela.
Ela é manipuladora e bajuladora,e você acaba se enganando, achando que ela se preocupa com você,mas, na realidade, você não importa pra ela, porque ela está no centro do seu próprio mundo, onde ela é a Rainha. O mundo dela começa e termina com ela, mas ela faz de tudo para disfarçar esse fato de todos com quem ela se relaciona(marido, namorado, filhos, pais, irmãos, amigos e colegas de trabalho).
Menciono amigos, mas na realidade ela não entende o que significa ser um amigo, não no sentido normal da palavra.
O que ela tem são conhecidos que ela se refere como amigos, e eles vêm e vão em sua vida com grande regularidade.
Os conhecidos podem pensar que são amigos por um tempo, mas logo eles se tornam conscientes de que eles estão em um relacionamento unilateral dedicado apenas às necessidades narcísicas. Quando "o conhecido" procura um relacionamento recíproco, a mulher narcisista fica entediada muito rapidamente e o relacionamento chega a um fim abrupto e inexplicável. A mulher narcisista torna-se fria, desinteressada e distante, e a amizade está quase perdida para a perplexidade do amigo.
O que o amigo geralmente não consegue perceber é que eles estão experimentando uma relação utilitarista (uma ausência de envolvimento mútuo entre amigos) - isso é uma inversão do modo como o narcisista era tratado por seus próprios pais, especialmente a mãe.
Cada perda que a fêmea narcisista experimenta é outra ferida narcísica para ela e, para lidar com isso, ela explica seu déficit racionalizando que os amigos sempre a desapontam.
Quando o relacionamento dá errado, a desculpa típica e muito usada dos narcisistas é dizer que sua amiga estava “com inveja dela”; portanto ela teve que terminar o relacionamento. A verdade é que, sem seu investimento na outra pessoa, a relação começa a se desgastar, e esse desgaste é notado por seu ego frágil como rejeição (um lembrete de interações precoces e inconsistentes da primeira infância por parte de sua mãe),e esse sentimento de rejeição a deixa apavorada.
Assim, ao menor sinal de rejeição (real ou imaginária), as narcisistas dão à chamada “amizade” o golpe, desta forma ela é poupada dos intoleráveis ??sentimentos de abandono que ela não pode tolerar em qualquer relacionamento.
Você precisa entender que não é nada que você tenha feito; seus atos são porque ela responde a alguns eventos com extremo medo de abandono - eventos que teriam pouco significado para uma pessoa saudável. No entanto, tudo isso leva a muita confusão para aqueles azarados o suficiente para estarem em um relacionamento de amizade com alguém com o distúrbio de personalidade narcisista. Uma vez que ela decidiu que a amizade está chegando ao fim, ela agora vai em busca de outra fonte de suprimento narcísico para preencher a lacuna do chamado amigo, e assim o ciclo continua.
Quando se trata de inveja, não há pessoa mais invejosa do que uma mulher narcisista.
Sua inveja é na verdade uma reação de raiva sempre que ela se sente incapaz de controlar ou possuir algo que outra pessoa tenha.
Ela tem um intenso ressentimento por qualquer um que ela ache que tenha alguma forma de vantagem sobre ela (pode ser suas habilidades educacionais, seu status social, sua aparência física, sua criatividade, seu sucesso, sua riqueza, sua popularidade ... ou qualquer coisa de fato).
O que quer que a mulher narcisista perceba que outra pessoa tenha e ela não possoi, vai enche-la de uma necessidade insaciável de cobiçar. A causa principal de sua inveja narcisista pode ser rastreada, provavelmente, de volta às graves inadequações encontradas no relacionamento mãe / filho que ela experimentou.
Infelizmente, a relação disfuncional entre a criança pequena e a mãe leva a criança a experimentar fortes ondas de agressão que se manifestam sob a forma de inveja. Além disso, quando uma criança se sente rejeitada por sua mãe por ser muito carente, a criança aprende a sentir suas necessidades como vergonhosas.
Para se proteger de sentimentos vergonhosos, eles se convencem de que não precisam depender de ninguém além de si mesmos.
Para se sentir segura, a personalidade narcisista busca a superioridade e a busca pelo perfeccionismo, a grandiosidade e a justiça própria começam.
Infelizmente, a superioridade do narcisista é no fundo um “complexo de inferioridade” que abriga sentimentos inconscientes de baixa autoestima e inadequação.
Assim, a fim de manter sua posição superior, ela desvaloriza outras pessoas que ela imagina terem mais prestígio do que ela. Mas antes de fazer isso, ela se esforça para se tornar como essa pessoa, para aprender o que pode com ela, tenta manipular essa pessoa para que ela se sinta mais poderosa do que ela e, finalmente, descarta essa pessoa projetando “inveja” para eles.
É através desses métodos de projeção ou identificação projetiva, que o narcisista se livra de suas próprias emoções dolorosas e invejosas para poder manter seu sentimento de superioridade.
Não há regras sobre como ela consegue isso, ela fará isso da maneira que puder, por exemplo arruinando a reputação da outra pessoa, ou esgotando a pessoa psicologicamente.
Ela então calmamente segue para o próximo ciclo de perseguição, esgotamento e eliminação que é interminável.
Dra Christine Louis de Canonville
Do site: https://narcissisticbehavior.net
dor,
Um ano voando sem ela...
Um ano sem minha mãe, minha amiga, minha referência de vida e na vida.
Um ano voando sozinha por esse mundo.
Difícil continuar sem ela, ainda tenho muito de filha em mim, sinto falta das conversas, do dia a dia.
Da presença.
A presença que permanece nas lembranças diárias, nos presentes espalhados pela casa, em cheiros, lugares e programas de TV. E no meu reflexo no espelho.
É a presença constante, com o vazio da ausência.
E isso dói todos os dias, e vai doer pra sempre.
E está tudo bem.
Pq faz parte da vida. Deus nos dá o lado feio pra que possamos valorizar o belo. Eu já disse antes e repito: se eu pudesse escolher não ter passado por toda essa dor, com outra mãe. Eu optaria por passar por tudo isso com a minha. Pq a dor de sua ausência não é maior do que as boas lembranças, do que os 36 anos que pude viver com ela.
Dói não tê-la aqui, hoje um ano depois não é mais desesperador, descobri que sou mais forte do que imaginava, mas ainda assim dói.
Nesse um ano sem minha mãe aprendi muito.
Fecho esse ciclo muito mais forte, mais fiel a mim mesma, valorizando o que realmente significa e vivendo tudo com mais intensidade, pois hoje carrego em mim a lição da vulnerabilidade da vida. Tudo pode mudar em um piscar de olhos.
E quando isso acontece, vc não se lamenta pelos diplomas que não obteve ou pelo dinheiro que não guardou, vc se lamenta pelas viagens que não fez, os assuntos que não finalizou e os sentimentos que não viveu.
Vc se lamenta pelo tempo perdido com mediocridades, pelos livros que não leu, os abraços que deixou de dar...
Por isso digo: Valorize o que é eterno, esteja rodeado de pessoas do bem, não force relacionamentos abusivos, não se contente com a insatisfação e frustração, recomece sempre, não tema parecer boba, perdoe, peça perdão, se livre das mágoas, zere sua conta, cuide de você e das pessoas que caminham contigo.
E não esqueça:
Deus é bom o tempo todo.
A vida é sincera.
O que vc plantar, colherá.
E só fica o que significa.
Um ano voando sozinha por esse mundo.
Difícil continuar sem ela, ainda tenho muito de filha em mim, sinto falta das conversas, do dia a dia.
Da presença.
A presença que permanece nas lembranças diárias, nos presentes espalhados pela casa, em cheiros, lugares e programas de TV. E no meu reflexo no espelho.
É a presença constante, com o vazio da ausência.
E isso dói todos os dias, e vai doer pra sempre.
E está tudo bem.
Pq faz parte da vida. Deus nos dá o lado feio pra que possamos valorizar o belo. Eu já disse antes e repito: se eu pudesse escolher não ter passado por toda essa dor, com outra mãe. Eu optaria por passar por tudo isso com a minha. Pq a dor de sua ausência não é maior do que as boas lembranças, do que os 36 anos que pude viver com ela.
Dói não tê-la aqui, hoje um ano depois não é mais desesperador, descobri que sou mais forte do que imaginava, mas ainda assim dói.
Nesse um ano sem minha mãe aprendi muito.
Fecho esse ciclo muito mais forte, mais fiel a mim mesma, valorizando o que realmente significa e vivendo tudo com mais intensidade, pois hoje carrego em mim a lição da vulnerabilidade da vida. Tudo pode mudar em um piscar de olhos.
E quando isso acontece, vc não se lamenta pelos diplomas que não obteve ou pelo dinheiro que não guardou, vc se lamenta pelas viagens que não fez, os assuntos que não finalizou e os sentimentos que não viveu.
Vc se lamenta pelo tempo perdido com mediocridades, pelos livros que não leu, os abraços que deixou de dar...
Por isso digo: Valorize o que é eterno, esteja rodeado de pessoas do bem, não force relacionamentos abusivos, não se contente com a insatisfação e frustração, recomece sempre, não tema parecer boba, perdoe, peça perdão, se livre das mágoas, zere sua conta, cuide de você e das pessoas que caminham contigo.
E não esqueça:
Deus é bom o tempo todo.
A vida é sincera.
O que vc plantar, colherá.
E só fica o que significa.
"De que são feitos os dias?- De pequenos desejos,vagarosas saudades,silenciosas lembranças. "Cecília Meireles
clone,
Se eu tropeçasse em uma lampada mágica meu pedido ao gênio certamente seria: Quero ter um Clone. Não um clone qualquer, queria um clone verdadeiro, fisicamente, emocionalmente, de corpo e alma.
Nossa comunicação seria por telepatia, ou por troca de olhares e expressões. Sem palavras. Tudo que eu vivesse, ele viveria. Quando eu estivesse com dor de cabeça, por exemplo, ele também teria. Então juntos distribuiríamos grosserias e resmungos a todos ao nosso redor, juntos tomaríamos uma pílula e deitaríamos no escuro esperando passar. Ele entenderia minha irritação, mas não diria nada. Nem "que droga", nem "poxa vida", nem desejaria melhoras, nem faria cara de pena, nem se ofereceria pra ajudar em qualquer coisa. Apenas sentiria minha dor em silêncio, em solidariedade e compreensão.
Quando eu estivesse sem sono, ele estaria sem sono. E nós conversaríamos, riríamos, praguejaríamos até que os sonhos viessem. Nós sonharíamos as mesmas coisas, as mesmíssimas coisas. Acordaríamos no outro dia comentando o acontecido como quem comenta um filme bom, só que de forma ainda mais intensa, porque não vivenciamos bons filmes como vivenciamos bons sonhos. E nestes estaríamos lado a lado. Só nós dois compreenderíamos a verdadeira emoção de estar sendo perseguido por um lobisomem, ou de voar por todo lugar, ou o medo de estar em um elevador que nunca para. Eu saberia, ele saberia, e ninguém mais saberia. Ficaríamos felizes por causa disso, e nos ofenderíamos quando o resto do mundo negasse importância aos nossos devaneios. Mas balançaríamos a cabeça em sincronia, com dó e um pouco de desgosto, porque pobres deles que eles não estavam lá para entender…
Quando eu quebrasse uma xícara, ele quebraria outra – nós dividiríamos os olhares feios do resto da casa. E eu varreria os cacos, e ele juntaria os cacos com uma pá. E se eu ferisse meu pé num caquinho, ele se feriria noutro igual. Do mesmo formato, do mesmo tamanho. E sentiria a mesma pontada, e faria a mesma careta. Quando andássemos deixando poças de sangue pela casa, e as pessoas lançassem aquele olhar espantado, diríamos que quase não dói. Foi só um furinho, bem pequeno, não foi? Ele saberia.
Quando eu estivesse cansada, ele também estaria. Nos sentaríamos em qualquer calçada, em qualquer lugar. Talvez até tirássemos um cochilo, porque é bom tirar cochilos em companhia de alguém tão igualmente desesperado por cochilos. Nos levantaríamos na mesma hora, e seguiríamos andando, para o mesmo destino. Sem precisar trocar informações. Sem precisar chegar a acordos, sem precisar ceder vontades, sem precisar verbalizar motivos; apenas iríamos para onde quiséssemos, faríamos o que quiséssemos, e saberíamos que o outro sempre estaria lá.
Quando eu falasse sobre meus cachorros, ele também falaria sobre os dele. Com o mesmo brilho nos olhos, com o mesmo sorriso idiota, com a mesma empolgação de criança. Passaríamos tardes falando sobre cachorros, e rolando no chão com cachorros, e iríamos aos parques com eles. Não nos chatearíamos, porque gostaríamos de cachorros do mesmo jeito, e perder uma tarde dessa maneira apenas soaria correto.
Quando eu estivesse entediada, ele também estaria entediado. Não teríamos vergonha de nossas manias de velhos, portanto sorriríamos um para o outro em cumplicidade. Teríamos aquela estranha impressão de que o tédio não deve ser punido, mas lentamente apreciado. Não nos obrigaríamos a encontrar meios de matá-lo, como geralmente acontece entre pessoas ociosas. Contaríamos cada interminável segundo em branco, juntos, até que estes resolvessem partir. Porque nos sentiríamos confortáveis no silêncio, e no vazio, e na inércia mental, enquanto os outros se sentiriam aflitos.
Os outros, os bobos, os que não amam as coisas simples. Mas eu amaria, e ele amaria.
Viveríamos os melhores e os piores dias. Faríamos de tudo juntos, sempre da mesma maneira, com os mesmos resultados. Seríamos felizes e tristes ao mesmo tempo, radiantes e pessimistas também. Dividiríamos as mesmas alegrias, as mesmas desgraças, as mesmas realizações ou frustrações, com desapego e cuidado mútuos.
Então, quando eu finalmente cansasse dele, ele também já estaria cansado de mim. Longas despedidas, brigas, desculpas ou aborrecimentos não nos caberiam. Estaríamos acima disso, superiores a toda essa pequenez estafante, a toda essa balela melodramática. Nos entregaríamos num compreensivo abraço desinteressado, como consentimento silencioso, ordenando que cada um seguisse seu caminho. Sem olhar duas vezes para trás. Em direções opostas, exatamente opostas, já que tudo um dia cansa mesmo. Eu saberia, e ele saberia. Como ninguém mais poderia saber.
Queria ter um Clone
Se eu tropeçasse em uma lampada mágica meu pedido ao gênio certamente seria: Quero ter um Clone. Não um clone qualquer, queria um clone verdadeiro, fisicamente, emocionalmente, de corpo e alma.
Nossa comunicação seria por telepatia, ou por troca de olhares e expressões. Sem palavras. Tudo que eu vivesse, ele viveria. Quando eu estivesse com dor de cabeça, por exemplo, ele também teria. Então juntos distribuiríamos grosserias e resmungos a todos ao nosso redor, juntos tomaríamos uma pílula e deitaríamos no escuro esperando passar. Ele entenderia minha irritação, mas não diria nada. Nem "que droga", nem "poxa vida", nem desejaria melhoras, nem faria cara de pena, nem se ofereceria pra ajudar em qualquer coisa. Apenas sentiria minha dor em silêncio, em solidariedade e compreensão.
Quando eu estivesse sem sono, ele estaria sem sono. E nós conversaríamos, riríamos, praguejaríamos até que os sonhos viessem. Nós sonharíamos as mesmas coisas, as mesmíssimas coisas. Acordaríamos no outro dia comentando o acontecido como quem comenta um filme bom, só que de forma ainda mais intensa, porque não vivenciamos bons filmes como vivenciamos bons sonhos. E nestes estaríamos lado a lado. Só nós dois compreenderíamos a verdadeira emoção de estar sendo perseguido por um lobisomem, ou de voar por todo lugar, ou o medo de estar em um elevador que nunca para. Eu saberia, ele saberia, e ninguém mais saberia. Ficaríamos felizes por causa disso, e nos ofenderíamos quando o resto do mundo negasse importância aos nossos devaneios. Mas balançaríamos a cabeça em sincronia, com dó e um pouco de desgosto, porque pobres deles que eles não estavam lá para entender…
Quando eu quebrasse uma xícara, ele quebraria outra – nós dividiríamos os olhares feios do resto da casa. E eu varreria os cacos, e ele juntaria os cacos com uma pá. E se eu ferisse meu pé num caquinho, ele se feriria noutro igual. Do mesmo formato, do mesmo tamanho. E sentiria a mesma pontada, e faria a mesma careta. Quando andássemos deixando poças de sangue pela casa, e as pessoas lançassem aquele olhar espantado, diríamos que quase não dói. Foi só um furinho, bem pequeno, não foi? Ele saberia.
Quando eu estivesse cansada, ele também estaria. Nos sentaríamos em qualquer calçada, em qualquer lugar. Talvez até tirássemos um cochilo, porque é bom tirar cochilos em companhia de alguém tão igualmente desesperado por cochilos. Nos levantaríamos na mesma hora, e seguiríamos andando, para o mesmo destino. Sem precisar trocar informações. Sem precisar chegar a acordos, sem precisar ceder vontades, sem precisar verbalizar motivos; apenas iríamos para onde quiséssemos, faríamos o que quiséssemos, e saberíamos que o outro sempre estaria lá.
Quando eu falasse sobre meus cachorros, ele também falaria sobre os dele. Com o mesmo brilho nos olhos, com o mesmo sorriso idiota, com a mesma empolgação de criança. Passaríamos tardes falando sobre cachorros, e rolando no chão com cachorros, e iríamos aos parques com eles. Não nos chatearíamos, porque gostaríamos de cachorros do mesmo jeito, e perder uma tarde dessa maneira apenas soaria correto.
Quando eu estivesse entediada, ele também estaria entediado. Não teríamos vergonha de nossas manias de velhos, portanto sorriríamos um para o outro em cumplicidade. Teríamos aquela estranha impressão de que o tédio não deve ser punido, mas lentamente apreciado. Não nos obrigaríamos a encontrar meios de matá-lo, como geralmente acontece entre pessoas ociosas. Contaríamos cada interminável segundo em branco, juntos, até que estes resolvessem partir. Porque nos sentiríamos confortáveis no silêncio, e no vazio, e na inércia mental, enquanto os outros se sentiriam aflitos.
Os outros, os bobos, os que não amam as coisas simples. Mas eu amaria, e ele amaria.
Viveríamos os melhores e os piores dias. Faríamos de tudo juntos, sempre da mesma maneira, com os mesmos resultados. Seríamos felizes e tristes ao mesmo tempo, radiantes e pessimistas também. Dividiríamos as mesmas alegrias, as mesmas desgraças, as mesmas realizações ou frustrações, com desapego e cuidado mútuos.
Então, quando eu finalmente cansasse dele, ele também já estaria cansado de mim. Longas despedidas, brigas, desculpas ou aborrecimentos não nos caberiam. Estaríamos acima disso, superiores a toda essa pequenez estafante, a toda essa balela melodramática. Nos entregaríamos num compreensivo abraço desinteressado, como consentimento silencioso, ordenando que cada um seguisse seu caminho. Sem olhar duas vezes para trás. Em direções opostas, exatamente opostas, já que tudo um dia cansa mesmo. Eu saberia, e ele saberia. Como ninguém mais poderia saber.
(Autor desconhecido, com algumas mudanças feitas por mim)
mãe,
Sobre perdas.
Perda.
Essa foi uma palavra que ouvi bastante nos primeiros dias após a partida da minha mãe.
"Sinto muito por sua perda", uma frase que muitos falavam, seguida daquela expressão de pena, um abraço e um silêncio desconfortável.
Esse é o problema da morte.
As pessoas não sabem como agir,as pessoas não sabem o que dizer, e acabam repetindo o que acham que deve ser dito.
"Ela está em um lugar melhor" - mas eu queria ela aqui.
"Ela foi uma heroína" - ela não precisava morrer pra ser.
"Ela estará sempre com você" - desculpa, isso não alivia em nada a minha DOR.
"Seja forte" - ok, apertarei o botão da força aqui.
"Sinto muito por sua perda".
Vamos lá, vamos analizar esse termo.
No dicionário "perda" é:
1.ato ou efeito de perder (alguém).
2.privação de uma coisa (alguém) que se possuía.
3.ausência, falta, desaparecimento.
Creio que sejam definições bastante precisas. Exceto pelo fato que a morte de alguém que vc ama, no meu caso, minha mãe, não causará sua ausência. Minha mãe continua por toda parte. Nos programas de tv que ela gostava, nas lembranças que o facebook trás, nas piadas que sei que ela riria, no toque do telefone pela manhã, e está principalmente no meu rosto todas as vezes que olho no espelho.
Ela continua presente. Dolorosamente presente.
Pq sim, ela está aqui. Mas ela não está aqui.
E hoje, após quase um ano, isso é totalmente administrável. Mas as vezes, no meio do dia, uma onda me atinge e sinto um vazio absurdo no peito, um vazio que se instalou desde que ela morreu. A perda faz isso, vc consegue conviver, manter a cabeça acima d´água na maior parte do tempo, vc está bem seguindo sua vida, sorrindo, leve e em paz e de repente é como se alguém enfiasse o dedo na ferida e apertasse com toda a força. Momentos em que a tristeza vem de repente e com força. Sorrateira e ardilosa, chega sem avisar e a gente só se dá conta quando sente o coração apertado e o nó na garganta.
A vulnerabilidade da vida.
Uma das frases mais tolas que já ouvi, e que as pessoas repetem como se fosse verdade, é:
"O tempo ameniza a dor" - Não, a dor permanece a mesma, ela não ameniza. Inclusive as saudades aumentam conforme os dias passam. Mas vc aprende a lidar. Vc aprende a seguir em frente, aprende a enxergar o que não pode ser mudado com resignação. Você consegue até mesmo seguir em paz e se conformar. Mas a dor permanece. Em alguns dias ela virá como lembranças boas, de forma nostálgica e tranquila.
Em outros dias ela virá dilacerante, com muito choro.
E vc deve aprender a respeitar cada dia. Quer chorar? chora.
Tudo bem que já faz um ano, dois, cinco, dez.
Chora.
Chora tudo que tiver que chorar, se abrace, sinta profundamente. Depois levanta, lava o rosto e segue em frente.
O que aprendi até aqui?
Aprendi que a gente só entende certas coisas quando vivencia.
Aprendi que muitas vezes não preciso dizer nada, um abraço e um "estou aqui" valem mais do que frases de efeito.
Aprendi que o tempo ensina, mas não muda, nem apaga cicatrizes.
Aprendi que minha vida nunca mais será a mesma.
Essa é minha nova realidade. Sou uma filha, sem mãe. E serei assim pra sempre. E sentirei falta pra sempre. E vai doer pra sempre.
Estarei com 60 anos e sentirei uma dorzinha sempre que olhar minhas amigas de 60 anos com suas mãezinhas de 90. Pq a minha não estará do meu lado, apesar de estar presente na minha vida, lembranças e coração. Pra sempre.
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