"... A amizade é como a força que sustenta o núcleo de um átomo. É um vínculo profundo que nos mantém unidos, mesmo quando outras forças lutam para nos separar. Quanto mais sólida for a amizade, mais íntima ela será ...’’
(Joel Beeke , Livro: ''Amigos e Amantes'' pp: 18 )
Eu me lembro quando eu me satisfazia com relacionamentos pela metade, com gente que nunca se entregava por inteiro. Quando eu suportava coisas que odiava e me sentia frustrada o tempo todo. Me lembro de quando eu não era feliz,só ia levando. Eu vivia amores inventados (igual a música do Cazuza), li um texto esses dias que dizia assim:
Quando a gente quer muito uma pessoa, a gente se engana. A gente tenta encaixar aquele outro ser humano em posições que nunca foram dele. A gente clama ao universo para um sim em algo que já começou destinado ao não. A gente quer, e a gente bate o pé e faz pirraça feito criança para conseguir. Mas um dia a gente percebe que amor tem que ser uma via de mão dupla. Amor tem que ser fácil, tem que ser bom, tem que ser complemento, tem que ser ajuda. Amor que é luta é ego. Amor que rebaixa é dor. E então a gente aprende que amor que não é amor, não encaixa, não orna, não serve. (desconheço a autoria)
É exatamente assim! A gente quer e a gente inventa. Cria personagens, se ilude, se frustra, se anula, ama sozinha, esquece o que é reciprocidade e se contenta com migalhas, com raspas e restos. Não estou aqui desmerecendo nada do que vivi no meu passado, não estou dizendo que eram más pessoas, ou que eu não tenha amado. Mas estou certa de que não era o tipo certo de amor, o amor saudável, o amor que acrescenta, o amor que faz bem. Amor bom é amor recíproco. É amor que não tenta te mudar, que vc não tenta mudar, vcs se conhecem, se aceitam e se amam, crescem juntos, aprendem um com o outro. Vem pra somar e não subtrair! Amor bom e saudável não tem disputa, não tem anulação, não tem dúvidas. Só certezas, crescimento e paz. Eu sempre quis isso, e sempre inventei que tinha exatamente isso em cada barco furado que entrei.
Eu tinha um sonho, queria um amor que fosse amigo, companheiro e cúmplice.
Queria alguém que cuidasse de mim e me amasse nos meus piores momentos.Alguém que nunca fugisse quando a situação ficasse difícil. Alguém que somasse, que me ensinasse a ser uma pessoa melhor. Queria alguém que não desse desculpas, que não inventasse barreiras nem poréns. Queria alguém que me fizesse rir, mas que também suportasse meus momentos de choro. Alguém que me desse soluções e não problemas. Alguém que tivesse certeza e que em momento algum me deixasse duvidar disso.
Eu não desisti do meu sonho. Eu dei um basta em tudo que era pela metade e decidi que eu só queria se fosse exatamente assim, por inteiro, intenso e reciproco. Eu saí da minha acomodação, eu não tive medo! Ou melhor, tive SIM mas enfrentei meus medos e me joguei em uma aventura que se tornou a minha grande história de amor! Quando decidi me amar, quando decidi que eu merecia mais do que esmolas de afeto, eu pude de fato encontrar minha história de amor! Hoje completamos 7 anos casados, 7 anos em que nos tornamos uma só carne, em que firmamos uma aliança. E só consigo ser GRATA! GRATA! GRATA! Pois hoje vivo exatamente aquilo que sempre sonhei. Não pq somos perfeitos, e sim pq nos aceitamos, somos cúmplices e antes de tudo somos melhores amigos.
Que bom que a gente se encontrou! Que bom que nos jogamos de cabeça! Que bom que Deus nos uniu! Que bom que a gente tem a gente!
Maior que o amor e a carne, um secreto acordo, uma promessa. De socorro, de compreensão e de fidelidade para a vida. (Vinicius de Moraes)


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