Sobre casamento.


“Ser individualmente inteligente não quer dizer construir uma relação inteligente e saudável. Pessoas cultas podem construir uma relação irracional, falida emocionalmente, saturada de atritos, destituída de sensibilidade e troca. Casais saudáveis se amam com um amor inteligente e não apenas com a emoção. Quem apenas usa o instrumento da emoção para sustentar o relacionamento corre o risco de ver seus sentimentos flutuando entre o deserto e as geleiras. Num momento, a pessoa vive as labaredas da paixão, noutro vive os glaciares dos atritos. Num período trocam juras de amor, noutro trocam golpes de ciúmes. Hoje são dóceis como os anjos, amanhã são implacáveis como carrascos.
“A relação desinteligente é intensamente instável, enquanto a relação saudável, ainda que golpeada por focos de ansiedade, tem estabilidade. A relação desinteligente é saturada de tédio, enquanto a saudável tem uma aura de aventura. Na relação desinteligente, um é perito em reclamar do outro, enquanto, na relação saudável, um se curva em agradecimento ao outro. Na relação desinteligente, os atores são individualistas, pensam somente em si, enquanto, na saudável, os partícipes são especialistas em procurar fazer o outro feliz. Na relação doente se cobra muito e se apoia pouco, na saudável se doa muito e se cobra pouco. Que tipo de casal você forma: saudável ou doente, inteligente ou desinteligente?
Casais inteligentes têm uma mente madura, atentam ao essencial, à grandeza do afeto, à notoriedade do diálogo, ao espetáculo do respeito mútuo, enquanto casais desinteligentes valorizam o trivial, brigam por tolices, dissipam sua energia psíquica com pequenos estímulos estressantes, são rápidos em se acusar e lentos para se abraçar.”
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Trecho de: Cury, Augusto. “As regras de ouro dos casais saudáveis.” Editora Planeta do Brasil Ltda. 




O casamento é um relacionamento em que dois pecadores ficam tão juntos, que todas as máscaras caem. Não se trata apenas do fato que, às vezes, usamos nossa melhor expressão facial em público.
Quando somos casados, vemos um ao outro em todos os tipos de situações, incluindo algumas muito difíceis. Toda a maravilhosa diversidade que mantínhamos requintadas e subjugadas, antes do casamento, se revelam depois da lua-de-meu. 
Começamos a ver um ao outro como realmente somos – em estado natural, sem censura e em cores. Se os nossos olhos estiverem bem abertos, descobriremos coisas maravilhosas a respeito de nosso cônjuge, coisas que desconhecíamos. Também descobriremos mais acerca das fraquezas da outra pessoa. 
Não admiramos que Martinho Lutero tenha chamado o casamento de “a escola do caráter”.
- Dave Harvey | Quando Pecadores Dizem “SIM"