amor próprio,

Guerra!!!


"Declare guerra a quem finge te amar, declare guerra
A vida anda ruim na aldeia, chega de passar 
A mão na cabeça de quem te sacaneia..."
(Barão Vermelho)


Ah, quer saber? CHEGA!
Tem horas que a gente simplesmente não aguenta mais.
DECEPÇÃO. Não consigo parar de pensar nessa palavra. Eis o que nosso amigo dicionário diz sobre isso:

do Lat. deceptione, engano
s. f., 
acto ou efeito de enganar;
surpresa desagradável;
logro;
desilusão.

Ok. O dicionário não mente. é isso ai...surpresa desagradável, desilusão...
Confiar dá nisso mesmo. Se entregar. Amar...não é?
é sempre assim, a gente (eu) sempre quebra a cara no final.
Pq será que eu insisto em ter essa mania ridicula de sempre esperar dos outros as mesmas atitudes que eu tomaria? É isso que me fode a vida.
Essa espera pelo melhor.
Pq sempre me surpreendo com as atitudes humanas.
O ser humano me intriga.
Sabe...chega uma hora na vida que devemos nos respeitar...por mais difícil que seja...chega uma hora q temos q inchar o peito e gritar: CHEGA!
Tudo nessa vida tem limite.
Existe limite pra cartão, pro cheque especial, pro poder e querer, e pra tudo que enfrentamos nesse mundo maluco...tudo tem um limite, todos tem um limite, e temos que respeitar os nossos. O meu já deu.
Aguentei até mais do que poderia. Pq? Por amor...por necessidade, por medo de perder, por não acreditar que pudesse ter um fim.
Chega de chorar, chega de esperar, chega de falar com as paredes, chega de amar por dois, chega, chega, chega.
Eu quero é praia, pé na areia, sol na cara,barulho do mar, risadas, felicidade e principalmente reciprocidade (amo essa palavra).
Quero me encontrar.
Sumir. E voltar mais gente, mais forte, mais eu mesma.
Pq vida a gente só tem uma...não tem tempo pra ficar se lamentando não...a gente se decepciona, chora, quebra, mas levanta...se ajeita, põe um sorriso na cara e vai ser feliz...pq O TEMPO NÃO PARA.

reflexões

Essa tal liberdade...





Sentia as ondas baterem nos pés. E tinha o vento, o mar e a areia. Algumas músicas do Cazuza na cabeça, alguns textos de Clarice no coração. E estava livre. Era mulher, era livre. Esquecia de tudo e simplesmente sorria.Pensava que nenhum homem no mundo podia proporcionar aquele prazer. O prazer de ser livre por ser quem era, sem dor nenhuma. Não existia nenhum orgasmo pra fingir, nem pessoa pra agradar. Se sentia única naquele minuto. Seu corpo e mente estavam em perfeita sintonia. Ali sentada na areia branca olhando o mar. O coração batia forte de tanta alegria. Era a liberdade. Queria nadar insanamente para o fundo do mar e não voltar. Mas isso lhe parecia terrivelmente suicida, apesar de prazeroso. Então decidiu que ficaria onde estava. Andaria pela praia a madrugada inteira até o sol resolver nascer. Afundaria os pés na areia até o sol aparecer e queimar sua pele. Antes disso, não ia a lugar algum. Ia cantar Cazuza sozinha. Aquela alegria ia ser eterna e nada conseguiria atrapalhar. Ela era livre e sentia prazer. Era livre. Totalmente livre e não era suicida, embora quisesse muito correr pro mar. Preferia ser livre sem parecer suicida. Preferia, simplesmente, a liberdade. 

dor

difícil...cada dia mais...

Não há forças, não é dor nem amor. Apenas cansaço. Clarice, vc que é a única que compreende o que se passa aqui dentro, por favor fale por mim...


"Por outro lado, estou hoje um pouco cansada e é sobre o prazer do cansaço dolorido que vou falar. Todo prazer intenso toca no limiar da dor. Isso é bom. O sono, quando vem, é como um leve desmaio, um desmaio de amor. 


Morrer deve ser assim: por algum motivo estar-se tão cansado que só o sono da morte compensa. Morrer às vezes parece um egoísmo. Mas quem morre às vezes precisa muito. 


Será que morrer é o último prazer terreno?



(Clarice Lispector in "A Descoberta do Mundo" Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1999)




...pq eu não sou super...

amor,

Pensei que fosse, não era.


De almas sinceras a união sincera. Nada há que impeça: amor não é amor. Se quando encontra obstáculos se altera,Ou se vacila ao mínimo temor.Amor é um marco eterno, dominante, Que encara a tempestade com bravura; É astro que norteia a vela errante,Cujo valor se ignora, lá na altura. Amor não teme o tempo, muito embora Seu alfange não poupe a mocidade;Amor não se transforma de hora em hora,Antes se afirma para a eternidade. Se isso é falso, e que é falso alguém provou, Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

Shakeaspeare


Nada nessa vida se repete.
Todos os momentos são únicos. Nenhum deles nunca se repetirá.
Eu me lembro do dia mais feliz da minha vida.
O dia em que eu pensei que poderia morrer naquele momento, pra eternizar toda aquela felicidade. Foi no RJ, deitada na cama do meu ex namorado C., estava abraçada à ele e me veio uma felicidade suprema, eu quis aquele momento pra sempre, eu poderia morrer ali, de tão feliz que estava. Mas esse momento passou.
Como todos sempre passam.
E hj C. pra mim não passa de um menino que mora no Rio, e é difícil até pensar que um dia o amei com tal intensidade...somos tão diferentes, e tão distantes um do outro...acho que quando duas almas se encontram de verdade, quando acontece "o encontro" mesmo que ocorra um rompimento amoroso vc não consegue de fato romper com essa pessoa, pq vc necessita dela em sua vida, da sua presença, não é?
Com C. foi louco, intenso, tvz a coisa mais forte e arrebatadora q eu já tenha sentido. Mas foi. Passado. E não existe qq chance (ou vontade) de retomar isso. Incrível.
E isso ocorre com tudo na vida da gente.
Amizades tbm.
Vc cria um laço que parece inquebrável (super amigas forever ativar!), e daí no primeiro tremor, no primeiro conflito, tudo se perde.
Rs
EXATAMENTE como eu e C.
Como disse Shakeaspeare: "amor não é amor se quando encontra obstáculos se altera,ou se vacila ao mínimo temor.", e eu assino embaixo.
Se não sobrevive, se não supera os obstáculos, se não é corajoso, é pq não era amor.
E se não era amor, sinceramente, não tem pq sentir saudades.
=)

dor,

Dói.



Vc vive me machucando. Mas sinceramente acho que nem percebe. E eu nunca sei o que fazer...se deveria te mostrar que me machucou, pra ver se isso para de acontecer, ou se fico calada...fingir que não aconteceu não torna mais fácil esquecer?
Tbm não sei o que me machuca mais: o fato de vc me machucar ou o fato de vc não notar que está machucando...
Eu faço o que então? :(
As coisas vão se acumulando...vai machucando devagar, e cada vez fica mais dolorido e difícil de suportar...pq as feridas não fecham direito...e vc nunca me oferece colo, curativo ou cafuné...vc nem pergunta se to bem...mesmo pq nem nota que fiquei mal...
Eu sempre caio com vc (ou por vc?).
Nunca te conto isso pq me sinto idiota, não deveria cair, não deveria me machucar...deveria ficar de pé sempre, aguentar tudo, acordar no dia seguinte sorrindo, olhar o mundo e ficar feliz. Não deveria deixar q coisas tão pequenas e tolas me machucassem, mas machucam.
Pq eu sou fraca.
E dói viu?
Dói de ter aperto no coração, de ficar angustiada, de dar nó na garganta, de chorar até soluçar. 
Não gosto disso, não gosto de sentir isso, me sinto boba e infantil.
Queria ter uma mão que me ajudasse a levantar.
Mas não tenho.
Por isso fico aqui, no chão...esperando...mas eu levanto..prometo que levanto. Hoje, amanhã ou depois, não sei...mas levanto. E sozinha, isso eu prometo.

esperança

My Favorite Things

"When the dog bites When the bee stings When I`m feeling sad I simply remember my favorite things And then I don`t feel so bad!"
(My Favorite Things - Julie Andrews)




Certa vez, me disseram que caso sentisse medo ou estivesse triste, era só recordar minhas coisas favoritas. Por isso digo e repito: livros, cachorro, chocolate, sorvete, ronron de gatinho, pizza de banana, banho de chuva, encaradas à distância, arroz doce, abraço de balançar os pés, risada abafada, filme preto e branco, rock'n'roll, banho quente, beijo de esquimó, mordidinhas, poesia, palavra amiga, espirrar, virar a noite na net falando besteira, divagar, preparação para um encontro, sombra fresca, suco de fruta, mensagens inesperadas, ler no ônibus, brincar com meu cachorro, sonhar acordada, conversar no escuro antes de dormir, família, filmes alternativos, chaves e chapolin, escrever, dublar novelas com minha irmã, cantar bem alto no chuveiro, espreguiçar emitindo ruídos, tirar fotos, dormir em dia chuvoso, ler um livro de terror, chocolate quente, bolacha passatempo recheada, desenho animado, contos de fada...essas são algumas das minhas coisas favoritas.... =)

dor,

Rascunho de mim mesma.

Com dor reflito sobre o local baixo que me coloquei, que luto para sair, sem completo sucesso. Pergunto-me como fazer para deixar de ser uma mulher suplicante, meio mendiga, meio coitada, para tornar-me mulher que se corteja. 
Sei que o assunto já está batido. Passei o último ano todo dizendo que precisava sair desse lugar, que precisava me amar e mudar minhas atitude. Mas ainda não resolvi esse problema. 
Minhas resoluções vão por água abaixo no primeiro contato, no primeiro: "preciso de você". Eu me desarmo e me entrego. E depois ele vai embora. Com ela.
E eu fico aqui, tola, ridícula, aguardando a próxima chamada.
Me contentando com encontros pela madrugada, com cobranças desproporcionais, com requisições abusivas. Migalhas dormidas do seu pão.
Mais uma vez: "raspas e restos me interessam".
Não deveria.
Eu sei quem eu sou. Eu sei o valor que eu tenho.
Já fui amada, já vivi relações inteiras e recíprocas. Onde foi que perdi meu amor próprio?
Em qual momento passei a ser esse rascunho de mim mesma?


eu por mim mesma

Déjà Vu

Pitty cantando uma música que me traduz.
Completamente.


Déjà Vu 
Pitty

Nenhuma verdade me machuca 
Nenhum motivo me corrói 
Até se eu ficar 
Só na vontade, já não dói 
Nenhuma doutrina me convence 
Nenhuma resposta me satisfaz 
Nem mesmo o tédio me surpreende mais

Mas eu sinto que eu tô viva 
A cada banho de chuva 
Que chega molhando o meu corpo

Nenhum sofrimento me comove 
Nenhum programa me distrai 
Eu ouvi promessas e isso não me atrai 

E não há razão que me governe 
Nenhuma lei pra me guiar 
Eu tô exatamente aonde eu queria estar

Mas eu sinto que eu tô viva 
A cada banho de chuva 
Que chega molhando o meu corpo 

A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu 
Ou em que mundo se enfiou 

Mas já faz algum tempo 
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo 
Faz algum tempo 

A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu 
Ou em que mundo se enfiou

Mas eu não tenho pressa 
Já não tenho pressa 
Eu não tenho pressa 
Não tenho pressa



ano novo

Ano novo...

"Há sempre um admirável mundo novo, mas só para algumas pessoas especiais - as felizes. Aquelas que trazem dentro de si próprias a criação desse novo mundo"
Aghata Christie




Sempre que um ano se inicia, o sentimento do novo se instala em nós, por vários dias, e nos tras sonhos, nos faz ficar mais felizes, com aquele ar de bobo no rosto, nos faz acreditar em tudo, trancamos as bruxas no armário, e nos tornamos melhores. São os efeitos da meia noite da virada, dos fogos, do ANO NOVO, mas esse encanto não dura mtos dias. Ele se perde.
Não deixe.
Corra atrás dessa magia, deixe que ela more em vc eternamente, e se faça uma daquelas pessoas especiais a quem o novo sempre se revela.
Vc não pode deixar de sonhar. Não pode perder o otimismo, a crença de que amanhã poderá ser muito melhor. Pq a noite é longa, mas no final dela sempre tem um dia lindo te aguardando. Mesmo que vc caia, mesmo que vc perca, vc não pode perder a vontade e nunca pode ter medo de tentar novamente. Temos que entender que o amanhecer de hj nos encontrou em glória, em alegria, em comunhão e que amanhã, quem sabe a gente pode experimentar a dor, a lagrima, a dúvida e o medo. Devemos nos abrir para as infinitas possibilidades que a vida nos proporciona e nunca se recusar a viver qualquer uma delas.
Devemos nascer e morrer num mesmo dia, e de novo renascer, catar os caquinhos, e ficar inteira novamente, quebrar de novo, e outra vez recomeçar , se refazer, reconstituir, ressurgir, repensar, reinventar-se.
Devemos entender que a vida não é sempre repleta de luzes, existem momentos de sombras.
E devemos superá-los.
Temos o direito de não estar bem, de acordar com o pé esquerdo, com um humor daqueles. Mas devemos ter a humildade de dizer que não é o mundo que está chato, que não são as pessoas a nossa volta que são insuportáveis. Mas eu sim, sou eu hj que não consigo sorrir, não consigo ser simpática, que não consigo abraçar, conversar, que decidi não dar atenção a ng. Sou eu que estou na sombra da vida, mas me dêem um tempo, me dêem o direito de ser chata, sofrida e amarga. Essa chatice, essa dor sempre vai embora. SEMPRE.
É muito importante entender isso.

Não precisamos esperar sempre pelo começo de um ano para transferir pra ele nossas promessas de melhoras, nossos sonhos, nossas crenças, se nos aceitarmos e aceitarmos que a vida é feita de dias bons e dias não tão bons assim, e até mesmo de dias péssimos, poderemos então fazer nosso próprio tempo.
Precisamos aprender a fazer único cada novo amanhecer.

ano novo

Olá 2007!!

Imagino que os foguetes desta noite (mais do que um olá!) tenham servido para dizer adeus!, quase de fugida. Suponho que quem os lançou estivesse animado pelo fascínio de mudar de vida numa noite e esteja disposto a casar com o ano novo antes, ainda, de trocar com ele um galanteio ou de sentir, por isso, o friozinho com que o coração nos recomenda a namorar. Embora pareça, não é verdade que as pessoas más aumentem, em número, com a idade. Na verdade, roubam-nos à festa, e é por elas que, todos os anos, aquilo que (antes) era colorido, com o tempo, parece escurecer (devagarinho), tornando-nos medrosos e desconfiados.
No fundo, esperamos muito que todos os gestos que trazemos, entreabertos, encontrem - num só alguém - a sua redenção (que, de uma vez, nos leve do dia em que ganhou luz e cor, em nós, ao ano novo). Mas nem sempre um ano novo afasta todas as nuvens do olhar (como, afinal, tantos foguetes nos levariam a supor).

Porque é que, apesar de ser Janeiro todos os anos, parece ser - tão poucas vezes - ano novo? 


Pode um adeus ser motivo de festa ou de euforia? Pode. Se tanta exaltação trouxer... alívio. Mas, se for assim, tantos estrondos coloridos não são de boas-vindas. Nem trazem consigo a respiração, ofegante, que nos atrapalha antes, ainda, de o nosso coração compreender que a vida insiste em ser nossa namorada.

Por mais que os anos se renovem, estar vivo é nunca dizer adeus. É inventarmo-nos, sem deixarmos de ser tudo o que somos. Por força do brilho, colorido, de um namoro, que nos torne mais fáceis e mais bonitos. Já mudar de vida é tudo o que sobra quando falta com quem nos transformarmos. Quem dera, pois, que - a partir de hoje - o novo ano nos proibisse, a todos, de namorar para casar. E nos ensinasse, com o esplendor de um clarão, que namorar é confiarmo-nos (a quem abra janelas onde, antes, parecia só haver sítios escurecidos). Sem precisarmos, nunca, de saber onde nos leva. Namorar - para que nos leve, directamente, ao ano novo - faz-se de paixão e de logo se vê!... Não se planeia: aceita-se. Com medo e com júbilo, mas de surpresa. Desfia-se, para além do sonho e da vontade, e é - digamos assim - um compromisso feito, unicamente, entre um coração e o seu, irreverente, palpitar. Mesmo que amarrote por dentro. E que engasgue. E nos ponha a dizer parvo!... sempre que apetece, de mansinho, dizer gosto de ti... Namorar torna-nos comoventes e audazes. Tontos, brincalhões e ternurentos.

Eduardo Sá




* O tempo segue sempre o tempo. Sempre o amanhecer depois da noite. O olá depois do adeus. É hora de otimizar o sonho. Abafar todos os nós que atravessam os pulsos. Haverá mais a sentir. Um sonho a substituir o outro. Um número a apagar o outro. Sem esquecer. Sempre a querer. Mais relógios a quebrar. Vamos arranhar as horas e deixar o mundo entrar. Acordar num novo ano e permanecer além da espera. *



Feliz Ano Novo!