eu por mim mesma,

Foi assim...

Nós poderíamos ser muito melhores se não quiséssemos ser tão bons.(Sigmund Freud)



Eu nasci, cresci e praticamente vivi minha vida toda no mesmo bairro, tendo assim basicamente os mesmos amigos, colegas e vizinhos durante todos meus vinte e tantos anos de vida. 
Estava eu, um dia desses analisando esses meus amigos que cresceram comigo, com alguns ainda tenho contato diário, a maioria eu quase não vejo e só tenho notícias através de orkut ou fofoca de cidade do interior mesmo.

De todas as meninas com quem convivi na infância, eu sou praticamente a única solteira. Solteira no sentido mais amplo, ou seja, sem namorado tbm, não digo nem solteira de não-casada.
A maioria está casada , as que estão legalmente solteiras estão namorando firme, morando junto, ou pelo menos com rolo sério (namoro não assumido).Muitas estão com filhos! Tem algumas que até já casaram (sim, de véu e grinalda) E já se separaram!

Tudo bem que apenas algumas se mostram REALMENTE E COMPLETAMENTE felizes com suas vidinhas comprometidas, eu sendo solteira e amiga pra todas horas das que ainda tenho contato (afinal, não tenho mesmo nada melhor pra fazer :P) acabo sendo psicóloga e ombro amigos das lamúrias das minhas estimadas coleguinhas, que reclamam, reclamam, sem parar, tanto que as vezes agradeço a Deus por estar solteira (okay que fique bem claro que agradeço só AS VEZES! a maior parte do tempo eu costumo reclamar com Deus pois Ele resolveu esconder minha alma gêmea Unf!).
Outra coisa é que da maior parte dos meus amigos poucos se formaram, poucos concluíram curso superior. Quase todos saíram do colegial direto pra algum trabalho, e continuam trabalhando sem muita perspectiva de melhora de vida...Sou uma privilegiada por poder estudar, ter respaldo do papai que me paga a faculdade, e graças á ele estou me formando esse ano (raspando,raspando rs), fim do ano me torno bacharel em direito (aplausos please), sinto informar mas mês passado confirmei minhas suspeitas e não era isso que eu queria pro meu futuro e agora estou criando coragem pra pedir pro papy me pagar a facul d e psicologia =) rs (mulé volúvel sô).

Entãooooo...como estava dizendo, a maioria dos meus amigos não se formou, os que se formaram estão trabalhando, pouquíssimos estão trabalhando na área em que se formou e nenhum está rico ainda hehehe. Por incrível que pareça a maioria virou professor (não sei explicar esse fato curioso.rs). Dos meu amigos da vida toda, alguns se converteram e se entregaram pra Deus (poucos...), alguns assumiram a homossexualidade (muitos...), um está preso em Presidente Bernardes (meu 1º amor rs), uns sonham em ser astros do rock ou atrizes de cinema (o sonho não pode morrer jamais!),
nenhum está morto (que eu saiba).E ainda temos os que estão desempregados, em casa coçando e vivendo AINDA ás custas do pai e da mãe (graças á Deus não me incluo nesse grupo ufa!).
A única coisa que posso concluir disso tudo é que estou seguindo o "curso normal da vida" e estou melhor do que muitos rsrsrs (apesar da solterice forçada).

Não me lembro de quase nada da minha infância, apenas que era magrela demais,alta demais, dentuça demais, torta demais e morria de vergonha dos meus ossos saltados.
Lembro de algumas amiguinhas mais encorpadinhas que tiravam sarro de mim o tempo todo, o mais engraçado disso é q hoje em dia essas estimadas "amigas" estão gordas horrorosas lavando fralda de seus pimpolhos hahaha. Coisas da vida não?

Não fui a primeira a perder a virgindade, nem a última, mas demorei pra dar meu primeiro beijo e ingressar na vida noturna de festinhas e baladinhas idiotas.
Acredito que fui uma das primeiras a começar a namorar sério...com 16 anos...um namoro que durou até os 24 (acreditem se puderem) esse fator faz com que entre todas minhas amiguinhas eu seja a que menos teve parceiros sexuais diferentes (não direi o número mas cabe nos dedos de UMA mão rsrs).

Nunca me esforcei pra ser popular ou pra chamar a atenção. Mas sempre fui líder.Isso é da minha natureza. Não me acho (e muito menos me achava) bonita e gostosona, e por isso sempre valorizei muito mais a cabeça, o conteúdo e sempre busquei por mais e mais conhecimento. Ler é um vicio. Sempre me senti diferente das minhas amiguinhas-de-infância-e-adolescência por isso, e elas acabavam me achando diferente, bizarra, maluca. Não tenho culpa se elas só sabiam falar de modinha-meninos-compras. Nunca tive saco pra futilidades extremas, por isso eu sempre digo que JAMAIS conseguiria ser lésbica, não tenho a menor paciência com mulher, por isso tenho poucas amigas, chiliques femininos me dão nojo (ok, eu tbm chilico, mas são MEUS chiliques e eu sou obrigada a me suportar oras.). 

Eu tbm sempre me distingui das amiguinhas por não ser romântica, moralista, hipócrita e influenciável. Sempre tive personalidade forte, sempre fiz APENAS o que queria. Nunca fiz nada pra ser aceita em qualquer grupo. Alias nunca pertenci a qualquer grupo, sempre formei meus próprios grupos rs. 

Não sou uma chata intelectual que vive com um livro na bolsa (sim, eu vivo com um livro na bolsa, mas não sou chata), eu adoro me divertir, falar besteira com amigos, virar a noite conversando, conhecer pessoas interessantes e curtir TODOS os momentos. Mas pra mim nunca foi essencial que eu ficasse com algum cara pra minha noite ser perfeita.Ficar com alguém pra mim sempre foi consequência e não objetivo (talvez por isso minha lista de peguetes seja tao curtinha rs).

Depois desse blá blá blá todo que não chegou a lugar algum e nem ao menos teve qualquer lógica, eu só posso dizer que sou um ser humano tão mortal quanto qualquer outro, sou cheia de falhas, qualidades, erros e acertos.

Estou com vinte e tantos anos, solteira (completamente solteira), terminando uma faculdade que não é o que eu queria pra mim, trabalhando em um escritório de advocacia, morando ainda com papai e mamãe. Sei que tenho muito pra aprender e crescer como pessoa, mas eu me aceito assim exatamente como eu sou. Continuo tendo os surtos psicóticos de infantilidade que tinha quando era adolescente, e quer saber? nem ao menos me sinto menos adolescente do que antes.

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