reflexões

pulando poços...


quase todos os dias eu consigo manter a cabeça acima d’água. a grande diferença é quando entre um gole no refrigerante (light, sou gorda) e um “acho que quero mais batatas”, a água vem e derruba todos os castelinhos de areia que você tinha construído.
e tem sido assim desde que a gente lembra. vez ou outra aparece algum espertalhão perguntando porquê não constroem os castelos longe da água, ou até porque não seguram os portões da represa. é.mas não é assim, os castelos são destruídos, a gente constrói novos, pra serem destruídos novamente e assim por diante...sim aqui em casa gostamos de ter os copos sempre cheios, transbordando rs..mas sabe, não aguento ter que fingir sorrisos, rir de piadas sem graça e ser sempre simpática-alegre-bacana em todos os lugares.
eu preciso rir até meu estômago doer, sorrir até com os cabelos, porque a alegria é demais pra ser contida, ficar gritando a tarde inteira, porque todo o resto do mundo está trabalhando. mas aí tem horas que tudo isso é demais, e desaba. e só isso eu quis dizer. que estou ciente do que faço, e faço por escolha. eu podia me ‘curar’ e ser uma pessoa morna e seca. só não quero. obrigada.

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