Identidade.


São tantas as traições e infidelidades de minha vida, que nem as posso contar. Ainda me agarro à ilusão de que preciso ser moralmente perfeita, de que os outros não podem ter nenhum pecado e de que a pessoa que eu amo não pode ter fraquezas humanas.
Sempre que permito, no entanto, que minha reação diante da vida seja determinada por qualquer coisa que não a ternura e compaixão - seja a ira cheia de justiça própria, o moralismo, a postura defensiva, a necessidade premente de mudar as pessoas, a crítica por coisas sem importância, a frustração diante da cegueira dos outros, a sensação de superioridade espiritual, a sede desgastante de encontrar justificativas para os meus atos - sempre que me permito tudo isso, afasto-me do meu "eu" verdadeiro. 
Minha identidade como filha de Aba torna-se ambígua, hesitante e confusa.
Nossa maneira de SER no mundo deve ser a da ternura. Todo o resto é ilusão, percepção equivocada, falsidade.


(Brennan Manning - Meditações de um Maltrapilho)





"Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo." Efésios 4:32

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