Sou prepotente, mimada e chata. Tenho manias estranhas que ninguém aguenta e eu digo: não me preocupo! Mentira, acredite! meu maior medo é decepcionar as pessoas.
Eu faço um escândalo de outro mundo quando vejo uma barata. Sou claustrofóbica e agorafóbica também. Eu me sensibilizo ao ver crianças de rua, mas mesmo assim, eu não faço nada além de dar-lhes uns trocados, tentando acreditar que irão fazer bom proveito daquilo.
Eu sou egoísta pra caramba. dramática e exagerada ao extremo. Pensei que me tornaria uma pessoa adulta quando fizesse dezoito anos, entrasse pra faculdade, ou namorasse. Então, fiz tudo isso, e continuei a mesma menina de sempre. E concluí: a gente só cresce quando perde.
Eu sou ansiosa, e tenho problemas com isso.
Eu surto só de imaginar que meu marido convive com outros seres do sexo feminino. Ok, isso é idiota, mas eu surto, descobri que o nome disso não é nem ciúmes, é medo e insegurança.
Sou cheia de complexos. Não me acho bonita. Não gosto dos meus olhos, do meu sorriso, nem do meu corpo. Não sei receber elogios. Fico sem graça e desconfortável.
Eu não gosto de falar ao telefone, mas gosto quando me ligam. Eu choro sempre que sinto vontade de vomitar. Falo muito pouco ou quase nada sobre mim mesma, e meus amigos não percebem. Eu já tentei ser meiga, mas soa falso. Não sou falsa, nadinha. Sou muito transparente e sincera.
Odeio ver homens chorando. Gente fútil me irrita. Amo cachorros e as vezes prefiro a companhia deles do que a companhia de humanos. Amo ficar sozinha. Eu e eu mesma. Eu e Stephen King. Eu e minhas séries. Assisto filmes trashs e realitys shows de culinária. Não gosto de rótulos. Detesto que tentem me enquadrar em um padrão pré estabelecido. Me sinto livre pra ser eu mesma, ainda que isso não agrade a todos.
Músicas felizes fazem eu me sentir num filme. E natal, normalmente, me entristece. Não porque é uma época hipócrita, como a grande maioria diz, mas porque eu vejo quanto tempo se passou desde a última comemoração de natal e quantas são as pessoas que não caminham mais comigo.
Eu acho graça na risada dos outros. Eu sofro de saudade, todos os dias, de todas as coisas e pessoas. Eu reclamo porque a vida passa rápido e um dia escutei que “o tempo não passa, ele tá aí. é a gente que vai embora”. Hoje isso faz sentido pra mim.
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Amor
Reflexões
Fé
Livros
Vida