reflexões

Essa tal liberdade...





Sentia as ondas baterem nos pés. E tinha o vento, o mar e a areia. Algumas músicas do Cazuza na cabeça, alguns textos de Clarice no coração. E estava livre. Era mulher, era livre. Esquecia de tudo e simplesmente sorria.Pensava que nenhum homem no mundo podia proporcionar aquele prazer. O prazer de ser livre por ser quem era, sem dor nenhuma. Não existia nenhum orgasmo pra fingir, nem pessoa pra agradar. Se sentia única naquele minuto. Seu corpo e mente estavam em perfeita sintonia. Ali sentada na areia branca olhando o mar. O coração batia forte de tanta alegria. Era a liberdade. Queria nadar insanamente para o fundo do mar e não voltar. Mas isso lhe parecia terrivelmente suicida, apesar de prazeroso. Então decidiu que ficaria onde estava. Andaria pela praia a madrugada inteira até o sol resolver nascer. Afundaria os pés na areia até o sol aparecer e queimar sua pele. Antes disso, não ia a lugar algum. Ia cantar Cazuza sozinha. Aquela alegria ia ser eterna e nada conseguiria atrapalhar. Ela era livre e sentia prazer. Era livre. Totalmente livre e não era suicida, embora quisesse muito correr pro mar. Preferia ser livre sem parecer suicida. Preferia, simplesmente, a liberdade. 

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